Guias para converter PDFs bem

Converter um PDF é fácil. Conseguir um resultado em que dá para confiar exige saber o que o formato registra e o que não registra, onde todo conversor precisa adivinhar, e o que conferir antes de confiar na saída. Estes guias cobrem as perguntas que mais aparecem, e nenhum deles termina em “então use o nosso conversor”.

A ideia por trás dos quatro

Um PDF não contém títulos, parágrafos, listas nem tabelas. Contém glifos em coordenadas. A estrutura que produziu o layout serviu para calcular essas posições e depois foi descartada, o que significa que converter um PDF em Markdown não é extração e sim inferência: ler a geometria de volta e deduzir que estrutura a teria produzido.

Todo conversor faz isso, o nosso incluído, e nenhum consegue fazer melhor que inferir — a resposta genuinamente não está no arquivo. Assim que isso fica claro, os erros deixam de parecer arbitrários. Um título que saiu como parágrafo estava marcado pelo peso e não pelo tamanho. Uma tabela que desabou tinha células mescladas. Uma página que se lê como absurdo tinha duas colunas. Cada falha remonta a uma regra, e uma regra que você conhece é uma que dá para contornar.

É para isso que estes guias servem. O primeiro explica a inferência e seus modos de falha por completo. O segundo trata do arquivo que você recebe e das poucas edições que valem antes de guardá-lo. O terceiro e o quarto tratam de dois destinos específicos — um cofre de notas e um pipeline de recuperação — que fazem exigências bem diferentes ao mesmo Markdown.